Boa noite, cá de cima a lua brilha na sua plenitude diante das fabulosas aberturas que o céu hoje nos oferece, as nuvens tomaram liberdade de permanecerem em descanso sobre o seu grandioso leito. Em noite de lua cheia voo sobre os céus e sento-me no grande círculo dos feitiços nocturnos. Daqui, torna-se curioso perceber o verdadeiro significado de Kepéla; este é cada vez mais rigoroso, não serão apenas rios – e a devida distância entre as margens -, daqui denotam-se oceanos de distâncias, horizontes inalcançáveis; ou associarei Kepéla às minhas eternas barreiras, a amistosa barreira que me separa da terra onde tantos ficam, cada vês mais se escondem nas barreiras grandiosas. Vamos todos perdendo o rasto de nós, não é verdade? Tão longe e tão perto… Preferia claramente que as barreiras fossem obras muito mais tardias, ficassem para os tempos em que as distâncias fossem realmente grandes! Pedras que se movem através de um trabalho árduo dos nossos braços. E realmente magoa-nos os corações!
M.M.
