Monday, January 11, 2010
Entrevista entre ele e eu!
Quem desejas sonhar? Um ser humano, sentado num bloco frio e perdido, uma lanterna alaranjada a reflectir raios de sol, uma nuvem de fumo expelida por si.
Quem o desenha? Uma mão de sabedoria infinita, um coração quente, uma alma fria, uma lágrima no rosto, duas outras a percorrer o chão.
Que sentem? Um deseja uma ardente impulsão no seu estado de calmaria, nessa calmaria procura os seus desejos mais intensos, busca-os numa fugaz algoritmia por todo o ar, por todas as raízes de fumo que se extraem do seu corpo. O outro deseja criação, procura encontrar-se consigo e com a sua razão, deseja um alma sentada no seu ventre, um sonho de uma noite incandescente a chamar pelo seu nome.
Quem és tu? Eu sou ele e ele eu.
O que sentes? Um desejo de rebeldia, de me tornar num mundo sem pensamentos e execuções.
O que queres ser quando fores "grande"? Eu e ele queremos ser revolucionários, pretendemos conquistar almas, convidá-las para o nosso grande palácio e sorrir, brincar, falar... tudo o que as crianças deveriam viver!
Eu questionei-te acerca do que querias ser "grande"... Isso mesmo, quero ter pessoas e sorrir como uma criança, quero liberdade sem medos nem receios, quero pensar apenas no que não me perturba...
Mas isso é impossível para gente grande! Eu sei, como te disse... isto é um sonho! Eu e ele somos um sonho, sobras tu, o mundo real e todos os problemas e questões!
M.M.
Thursday, December 17, 2009
Earthquake Ideas!
Bom, eu estava na dúvida acerca de um possível retorno ao interior mais profundo, acima de tudo não sabia como descer aquela escadaria tão longa, não sabia como lá voltar, que passos seguir e qual seria a minha reacção ao ver um mundo com tantas marcas figurativas. A terra, ao que parece, deu-me um auxílio assustador, agarrou-me na turbulência da sua revolta e conectou-se ao meu subconsciente mais passivo. Ontem parece que a terra tremeu à minha volta, não foi uma simples alegoria, aconteceu de verdade e juro que não estou numa de endoidecer solenemente para pactuar com activistas, o mundo ia-se destruindo em meu redor, os vidros tilintavam desesperos, as portas bramiam insultos dos capitalizados.
O chão tencionava revirar-me a alma e jogou-me no vazio, escadas para quê? Ali estava eu novamente diante de todos aqueles recortes pictográficos (impulsão tenebrosa da magistral aura nostalgia), e comecei a deslumbrar toda uma vida de imagens, letras, pensamentos… alegrias, desventuras, ternuras, tristezas tão doces e amargas no rastreio mais pormenorizado deste temporal de Inverno buscando as suas mais comuns friezas. Eu bem sei que estes dias foram longos, julgo ter vivido aqui bastante tempo, relembro-me da incompreensão em que outrora usufrui como oxigénio para reviver toda e outra vida.
Preto, branco, outro… algo escuro, um pouco mais suave, ameno, calor do mais profundo palpite interno, relembrei-me sempre de ti, nos dias de frio, na coalescência brisa polar que me agasta os maiores recortes temporais, deixa-me pensar, não é preciso palavras mais complicadas para transmitirmos as coisas mais simples da vida. Frio, saudade… Quando as pessoas se retornam numa só alma, o Inverno ganha uma nova vida, a Natureza ruge, supostamente podemos seguir os seus movimentos e sentir algum medo…
(Smoking Ideas... (sorry for the interrumption))
Simples, 3x!
M.M.
Sunday, November 15, 2009
O "meu Mondego"
- Mondego? Não deveria existir apenas um?
- Sim e só existe um, mas estás no teu sonho e podes ter nele todos os rios deste mundo.
- Humm, não deixa de ser pertinente. Mas então qual seria o "meu Mondego"? E porque se chamaria Mondego?
- Porque passaste horas a olhar para ele, as gaivotas e os patos contaram-te imensas histórias sobre ele. Podias querer que no teu sonho a tua realidade desse pelo nome de Mondego!
- Hum Hum, continuas a ter razão. Deixa-me pensar, não será fácil imaginar um mar com nome de rio. Baralha o sentido das coisas, percebes? Águas mortas, águas vivas... suavidade, silêncio transformados em agitação e muita euforia. É certo que as gaivotas continuam lá, mas dos patos nunca ouvi falar!
- És sempre assim tão complicado? É apenas um sonho.
- Poder-se-à ter feito luz...
Tive um sonho esperado, poder-se-à dizer aguardado. A palavra cabe-lhe bem. Tive sonhos que não sonhei, conseguia alcançar tudo com os meus olhos, erguer as mãos e os abraçar como se de ficção se tratasse. Tive até sonhos que nunca cheguei a ter, poderia ter medo de os receber, de desembrulhar a sua mensagem e que esta me consumisse na sua mais sincera loucura. Não sei porquê sonhei... Estava terrivelmente incomodado com a pressão de ser Eu, estava com medo de desmoronar, de me transformar numa simples ruína. Sonhei que cada pedra solta um dia poderia ser um bocadinho de ti e poderíamos falar uma só língua. Sonhei aquilo que aconteceu e aquilo que não aconteceu. Sonhei que estava a fumar um cigarro reconfortante, acalmava-me a alma e desprezava os desperdícios de pensamento, e ouvia o mar, ou seria antes rio? Não sei, mas posso não complicar as coisas, garanto-te que aquele mar era o "meu Mondego".
Sunday, November 08, 2009
Lugar para encantos
Friday, October 30, 2009
For once in My life
For once in my life I have someone who needs me
Someone I've needed so long
For once, unafraid, I can go where life leads me
And somehow I know I'll be strong
For once I can touch what my heart used to dream of
Long before I knew
Someone warm like you
Would make my dreams come true
For once in my life I won't let sorrow hurt me
Not like it hurt me before
For one, I have something I know won't desert me
I'm not alone anymore
For once, I can say, this is mine, you can't take it
As long as I know I have love, I can make it
For once in my life, I have someone who needs me.
Wednesday, October 21, 2009
Irreverências
"Despeço-me com o desejo do nosso sonho não perder cor".* Ainda há boas almas no meu caminho!
A quem me desenha um sorriso, a quem continua a ambicionar a sua partilha...
Thursday, October 15, 2009
Insónias, Constatações, No tabaco!
Tuesday, October 13, 2009
Desabafo, tabaco e religiões antigas
Tuesday, August 11, 2009
Voo de Regresso
Thursday, July 23, 2009
"Eu não sei dizer"
"O silencio deixa-me ileso, e que importância tem?
Se assim tu vês em mim alguém melhor que alguém.
Sei que minto pois o que sinto não é diferente de ti.
Não cedo. Este segredo é frágil e é meu.
Eu não sei tanto sobre tanta coisa
que as vezes tenho medo
de dizer aquelas coisas que fazem chorar.
Quem te disse coisas tristes não era igual a mim.
Sim, eu sei que choro, mas eu posso
querer diferente para ti.
Eu não sei tanto sobre tanta coisa
que as vezes tenho medo
de dizer aquelas coisas que fazem chorar.
E não me perguntes nada.
Eu não sei dizer."
A nossa temporalidade
Era tarde, muito tarde... Os olhos iam pestanejando saudações do cansaço mas o cérebro não parava de procurar as palavras naquele tesouro que outrora encontrámos aberto. Ainda é cedo, acredito nos sonhos que outrora os céus me contaram. Nunca é tarde, nunca é cedo; nunca, nunca, que relatividade deveras emergente. A música do presente tem cifras complexas que impulsionam os dedos a não parar... Acredito, sempre acreditei.
Nada mudou, muito embora sentisse os temíveis arrepios de uma sonata fria e crua a invadir todo o meu espaço sonoro, ecos de uma maior solidão, tremores de perda, do vazio...
A alma fragilizada estremeceu, a tristeza aguardada deu-me a sua mão, em suspiros contou-me que os anjos e as almas gémeas reencontram-se sempre, por mais que a distância seja a necessária, nunca será a suficiente. Nunca, nunca... Será? Sei que tive medo, outrora entrei em contacto com a culpa…
Acreditei, ainda não era tarde! As letras iam caindo dos céus e formavam a sua própria sentença, deixava-me dormir, elas aconchegavam-se em mim e eu culpava-me mais uma vez; as letras entrelaçaram-se umas nas outras e em tom de segredo contaram-me que já era tarde. Fechei os olhos... Nunca é tarde para sonhar mais uma vez!
Seremos sempre livres neste mundo submerso de sinais e desistências; Sonho, sonho... Voltei a casa, voltámos a casa juntos e eu sempre achei que era tarde, não era assim tão cedo, é agora o sujeito presente... Nele avançamos em simultâneo e observamos atentamente as paredes que com tanta intimidade partilhávamos, partilhamos... As cores, as letras, toda esta essência em cada segundo...
Será passado? Não acredito.
Tudo isto é real... Ainda somos os pequenos daquele tempo em que nos gostava-mos em abraços num daqueles sonhos dentro dos nossos sonhos. Somos tão grandes, as letras desesperam a sua proximidade. Ousa em reconhecer-me na realidade... Somos um e o outro, um só, volta ao meu caminho, reencontra-me em torno dos meus braços.
A nossa temporalidade! Nem é tarde nem é cedo, o agora é eterno...
Marco Martins
Já não é surpresa, já não é segredo... Acho que estava destinado a voltar a contar-te mais um daqueles segredos que nunca foram qualquer segredo para nós...
Saturday, June 06, 2009
Cartilha abierta a todos los mis hermanos
Friday, March 27, 2009
Cansou-se...
(Suspiros suaves de ternas gotas remanesceram da imortalidade das nossas emoções)
… Que cairá dos teus olhos percorrendo as linhas da tua face…
(Sob as marcas traçadas de um sorriso tão distante de mim...)
…são go(tas)…
(Aguardando um toque de salvação. Minérios desorientados pela raiz dos nossos pecados… são vozes de ajuda, de dor, a agonia em desespero)
…(que) também fazem parte de mim.
(Afago-os por entre os meus dedos, esperando…)
(Espera (s)…)
(O momento mais fraterno, mais débil da tua alma que anseia por uma solução, um rumo, uma nova vida para além de um momento descontente pela angústia temperamental. Enfim…)
…Que te possam preencher esse teu vazio acumulado dos meus olhos aos teus.
Do “nosso” temporal…
(Já esperava que gota após gota preenchesse uma parte de céu que se concentrava bem dentro de ti)
…aguardava-se o desvanecer desesperado do ritmo dos nossos corações.
(Ansiosamente) por cair…
Monday, February 02, 2009
Des-Inspiração
Saturday, January 24, 2009
"I have a dream today"
Wednesday, November 26, 2008
Se bem me quer...
Não sei se me entendes ó psicologia desinteressada do bem me quer… se eu de querer-te tanto me esforço para além das ramagens flutuantes enxaguadas de mágoas acumuladas num fundo de destemperança. Tens razão persigo-te continuamente, persistente… corro em melodias avessas até mais não, e do senão liberdade infinita, imensidão… não coroes a minha presença… ama-me simplesmente em forma na profundidade alegre do teu ser. Que do óbvio se celebre entre os nossos braços a perseguição de tudo o que nos quer e o que não nos quer nem a bem nem a mal será eternamente perdido na desconfiança da célebre novidade antecipadamente esquecida. Que bem me quer, lembrei-me… estou a prolongar-me nesta infinita noite de vida, enfim, deitei fora as malas esquecidas. Que malas? Nem sei bem… Se bem me queres é profundo, é terno na convulsão dos sentidos… “Bem-me-quer, mal-me-quer, bem-me-quer, mal-me-quer...” a esvoaçar pela brisa suspirante na encosta do monte de prado verde florido em terra natura.
Monday, November 03, 2008
Carta aos Apostolos da demagogia tão profunda como a Nostalgia!
Somos imagens plantadas no seio desta terra fortalecida de histórias perdidas por entre fendas cruéis ou de forma vangloriosa por entre os raios brilhantes que ainda se passeiam com ternura nos jardins mais floridos da nossa recordação. A reminiscência é doce e amarga entranha-se na alma e oferece-nos um gosto a estranheza, divaga nos organismos libertando-nos do vazio… Nostalgia? Claro! Temos tantos livros abertos, escrituras de um passado tão recente… Aquelas tardes apaixonantes em que todos os costumes eram por si nobres corações aventurados, deslumbrados por cada minuto em que o mar nos falava em murmúrios da sua pacata tristeza. Ouvíamo-lo entrelaçando os corações entre as raízes dos nossos dedos e chorávamos em silêncio a sua dor sagrada. Nostalgia presente nas memórias da sensibilidade, há quem a tema na perplexidade das lágrimas que correm sem parar na espera que a lembrança surja e lhe escoe a tortura presente no seu peito… Confia em mim, sei que percorres alegremente o meu corpo, silencia as tormentas, escreve-lhes as sonatas mais belas, em suma, reaparece numa erupção volumosa sob as ordens simples de um olhar tão forte que vindo do nada nos arrepia e nos enamora imaturamente sem razão aparente de ser… Em instantes benevolentes recriamos romance, um pôr-do-sol, umas estrelas brilhantes, uma lua, um sol e alguém sentado ao nosso lado que faça dia, faça noite jamais será esquecido… Eu lembro-me… Foram tantos caminhos felizes sem noções de um amanhã, tantas pedras invisíveis aos nossos olhos perdidos no encantamento, razões sensoriais ao nosso sofrimento. Momentos sofríveis, desprezíveis numa troca abundante de vidas e mesmo assim, mal sabem vocês das saudades que tenho de vocês… De ti, de ti… mais de ti e a ti também… Das lágrimas aos sorrisos espontâneos e sentidos, uma celebração natural das nossas palavras.
M.M.
Saturday, September 13, 2008
Do servo para a sua ama
Saturday, August 23, 2008
Parte 2: Liberdade em Chamas/ Chamas em Liberdade
Dois passos atrás, um grito vazio (consumido em mim) percorria o seu sentido inverso e afinava com repreensão as minhas cordas vocais, o silêncio… Mais um passo, o recolher de um pensamento refugiado escondido no nada. Não necessitava de mais passos, o ar fugia-me e afogava-me num mar desenhado no interior da minha mente, os meus olhos recolhiam na neblina e tudo era visualizado em relances de um olhar pasmado diante das chamas a lutarem entre estados de espírito descontrolados… Tudo compreendido numa memória de nanossegundos contabilizados pela falta de inércia dos meus dedos. O pensamento imobilizava-me por completo, jamais poderia voltar a dar dois passos em frente e ultrapassar a linha… a tal linha que impulsionaria de novo aquele grito que estava agora a entoar ecos sofríveis dentro de mim. Necessitava de luz, uma espécie de combinação entre alma e magia. Breve, semi-breve… tão breve e suavemente soltara-se uma chama, concedi-lhe carregando em dificuldade no manípulo suado do meu isqueiro enquanto fechava os olhos em busca do raciocínio imediato. A loucura aproximava-se de mim sentia que me carregava aos seus ombros e quando abri os olhos a chama era divina e sagrada, não era loucura não… ateava a estrada que me convidava à salvação… a estranheza viera entregar-me concelhos e levar-me à liberdade…
Soltando as nossas chamas com todas as forças que propusermos a lá deixar num caminho de retorno… A verdade é que tanto poderemos ter força para cobrir de chamas um tumulto como encher de paz o nosso mundo.