Sunday, November 13, 2011

Trovoadas magníficas mas tudo o que é demais...

Tudo o que é demais, por suposto, enjoa. Tal como tudo... Este dia seria perfeito se... estivesse todo o dia na minha caminha. É uma boa altura para voltar, sem nada demais para dizer.

Um pensamento bem do outro lado do mundo suscitará, certamente, novos pensamentos.


Thursday, September 01, 2011

Perhaps

Perhaps some day the sun will shine again,
And I shall see that still the skies are blue,
And feel once more I do not live in vain,
Although bereft of You.

Perhaps the golden meadows at my feet
Will make the sunny hours of spring seem gay,
And I shall find the white May-blossoms sweet,
Though You have passed away.

Perhaps the summer woods will shimmer bright,
And crimson roses once again be fair,
And autumn harvest fields a rich delight,
Although You are not there.

But though kind Time may many joys renew,
There is one greatest joy I shall not know
Again, because my heart for loss of You
Was broken, long ago.

 Vera Brittain

Wednesday, April 27, 2011

"Não brinques com o fogo, queimas-te"

Desde criança que fui ouvindo a seguinte frase "Não brinques com o fogo, queimas-te", com esta vinha aliada toda uma rede de consequências enunciadas pela maternidade. A primeira imagem que me surgiu foi a de pequenas chamas animadas a perseguirem-me sem violência. Depois cresci um pouco mais e vi nesse fogo um perigo à integridade pessoal de cada um de nós. Hoje, aliada a mais uns anos de vivência associo o dizer às pessoas. Demoramos tempo a associar que cada pessoa tem a sua chama e os mais frágeis acabam sempre por se queimar porque simplesmente se involvem. A minha mãe tentou ensinar-me desde criança mas não foi o suficiente, acabo por ceder a muitas placas que me dizem "Brinca com o meu fogo".
"A alma é um fogo que convém alimentar, que se apaga se não a alimentarmos". Voltaire
O meu próprio incêndio está a extinguir-se...

Saturday, April 16, 2011

O que por vezes muda uma vida...

Por ser tão assim, infelizmente, já deixei fugir tantos sorrisos.

Monday, April 11, 2011

Post-it (2)

A importância das pessoas e o valor que lhes damos, a importância que nos dão e o valor que nos atribuem. Algo que, por norma, não é linear... Recordo-me sempre disto na solidão de uma longa viagem, talvez porque nesses momentos me sinta mais "abandonado" e esquecido na escuridão que prolonga e prolonga os quilómetros. Relembra-me sempre de afastar as inseguranças do meu caminho.

Friday, April 08, 2011

Post-it (1)

Tenho desfolhado aquelas páginas por todo o lado, de forma natural, na sua antítese de trás para a frente... E por maior busca, não sei, não faço ideia, nunca mais encontrei, aquela página encantada que um dia ao fixar o olhar... o mundo parou. Vou colar-te no topo, esperar que não me esqueça, que a busca não se desvaneça numa maior perda de tempo. O mundo tarda em parar!

Friday, February 25, 2011

"Isto"

Já passaram bastantes horas, mas não é, particularmente, tarde; mesmo que os relógios indiquem o contrário. Mas para mim nunca será tarde para descer aos confins da terra e passear sobre tudo isto. "O que é tudo isto?" muitos se poderão questionar, não serão assim tantos, talvez os conte pelos dedos. Isto é algo profundo, é estritamente pessoal e fidelizado, isto é um local de memórias, de lágrimas e de sorrisos, de jardins florescidos, de raízes que perduram, de imagens e símbolos cravados nas paredes da transição. Só sabe quem por lá passou, pois são coisas que não se esquecem, que a cumplicidade não deixa de existir quando por breves momentos descemos a este lugar. A isto... onde paira a simplicidade, onde podemos sentir, num segundo, um porto seguro, um aconchego. Isto é importante... e poderia ser perfeitamente mais uma, das inúmeras paredes, que nos rodeiam.

Saturday, February 19, 2011

Era uma vez uma criança igual a mim...

"Havias muitas vezes em que se dispunha a pensar na qualidade das suas sensações e dava conta do peso que algumas pessoas tinham na sua vida, contudo não era muito de grandes demonstrações, quanto mais pesado, menos exuberante, quanto mais leve, mais espontaneamente natural. Sempre foi especialista em guardar emoções, arrumando-as em caixinhas em miniatura algures dentro de si. Espaço não lhe faltava, gostava sempre de acreditar que lhe tinham enchido em demasia o seu coração à nascença, imaginando um grande balão, sem ar, como uma grande superfície sem gravidade, do género lunar, com memórias e sorrisos a levitar no seu interior."
Sim, Eu.

Wednesday, February 16, 2011

Dia de retornar, mais uma vez.

Era tempo de retornar à realidade, de abrir os olhos e alcançar novas perspectivas. Naquela altura já me dirigia com menos frequência à enfermaria mas a cumplicidade ia sobrevivendo ao assédio do desgaste temporal onde nos encontrávamos, onde nos dissuadíamos, conjuntamente, a aspirar algo mais.

Recordo-me, perfeitamente, daquela noite, a sonolência teimava em fugir do horizonte e das insónias tumultuosas ergui-me do chão, caminhei pela terra húmida, subi uma escadaria de madeira rangente e instalei-me comodamente na soturna sala de convívio. Tudo era escuro, sentia-me mais natural se assim fosse, apenas um ponto incandescente alaranjado a brilhar entre dedos não visíveis, a voz da solidão.

Vivi vinte e muitos anos daqueles, de silêncio, de pensamentos em cadeia a envolverem-se no meu raciocínio. Chamar-me-ia complexo, um exagero do domínio da ciência psíquica que dispensava os domínios da facilidade, aqueles que descrevem uma convivência mais fácil connosco se ditarmos uma prévia exclusão de pensamentos excedentários várias vezes ao dia. E pensava nisso com bastante frequência, talvez, por isso, nunca deixasse de lado o acto de pensar.

Um, dois, três… Não sei, ao certo, quantos cigarros se destruíram naquela sala. Cheguei ao idealismo, desconfigurado, de os acender e apagar sem dar conta de nada. Estava, assumidamente, compenetrado na atmosfera e por mais bizarro que se possa pensar sentia-me de corpo e alma naquele espaço e a deslocar-me, provisoriamente, para casa. Deixara o holocausto do retrocesso para trás e vivia num mundo aparte, onde os seus idealismos clandestinos me ofereceram uma nova oportunidade de vida. No entanto continuava no mesmo local, pintado de escuro, sentado naquele sofá de pele, que da cor não me recordo, ou melhor, nem daria para recordar. Lá fora surgiam os habituais movimentos dos noctívagos mas havia algo mais e isso despertou-me e colocou-me em alerta sentido.

Ao longe ouviam-se tropas a marchar, os passos rastejantes eram mais que marcantes e iam anunciando o domínio da guerra e os desejos ameaçadores do inimigo.

M.M.

Friday, November 19, 2010

Dia de retornar, dia de reviver, de relembrar...

Relembro-me como se fosse hoje, daquele dia em que caí aos trambolhões sobre aquele manto de gritos inusitados e desesperados de alguém que chamava por mim. Mais uma vez deito-me sobre este colchão de palhas estridentes que me embrulham e protegem da noite gélida e fazem-me esquecer, um dia, o quão dolorosa foi a tua morte e o tanto que faltou por dizer e dos abraços que ficaram por dar. Relembro-me como se fosse hoje... "Aquele era eu em criança sentado numa varanda de um 3º andar, numa rua bem silenciosa com murmúrios vindos do mar. Aquele era eu compenetrado numa linha de horizonte onde nada de deslumbrava diante da escuridão da noite. Aqueles eram os meus olhos enfeitiçados numa espécie de buraco negro enfeitado por momentos, movimentado por uma roldana de pensamentos que se soltavam e deixavam-me entre pensamentos banais e outros bem mais fulcrais. Aquele era eu a distrair-me do tempo, a suspirar desgostos e amarguras, a pensar vezes sem conta como chegar até ti. Quando à uns anos atrás deparei-me com um desses momentos reflecti de forma apreciativa acerca do tempo invisível que dispensava para manter-me ocupado na actualização democrática do pensamento. Com os anos vinha mantendo uma séria esperança que esse serviço fosse, gradualmente, diminuindo em curtas facções mas, durante os intervalos temporais fui-me apercebendo, em rápidos pensamentos, que a diminuição era improvável e que tendencialmente poderia tudo aumentar. Um dia destes dei-me a pensar, não exigi qualquer contrapartida, basicamente limitei-me a pensar... Lá ao fundo estava o horizonte pintado num oleado azul de mar a marcar todos os desníveis entre os algoritmos de auto-estima, eles chamavam-me e puxavam-me para as correntes turbulentas do medo. Eu pávido deixei-me ir embalado naquele mar, afogando-me cada vez mais naquele buraco negro e mais uma vez só cheguei a pensar, mas dizer, não disse nada. Afinal de contas ainda era uma criança..."

Tuesday, June 22, 2010

Dear Consolation

Talvez tenha passado ao lado, ou quem sabe, bem à frente daquele algoritmo animal que nos pressupõe uma mudança bem radical de uma ou outra vida. Mas quem o sabe desconheço, eu não o sou de certeza, vivo na incerteza de o clarificar aqui e ali, em suma, em toda a parte. Mas, então, se o desconheço é certo que não o sei definir, nem tão pouco saberei admitir que passei ao seu lado, ou quem sabe, à sua frente naquele ou noutro momento. Mas tenho a certeza que, reforçando convicção desmedida, de consciência tenho, "eu", um consolo bem definido.

Hoje dei conta que te estava a abandonar, tal como a outras quantas vidas... Em altas horas propus-me ao despertar e de um consolo desesperante coloquei-nos alguma vida.

Do eu para o "eu".

Saturday, May 15, 2010

Pensamentos moribundos


Há dias em que penso que sim, outros em que penso que não. Infelizmente os dias em que penso que não estão em clara maioria... E isso inevitavelmente entristece-me, mas entristece-me de uma forma estranha, surge assim do nada de um segundo para o outro, de uma boa sensação para um momento mórbido.

Cheguei à conclusão que necessito de "recliclar-me" a mim e à minha vida, isso envolve reciclar algumas pessoas que me rodeiam substituindo-as ou simplesmente guardando-as a si e aos seus momentos num baú delicado de memórias.

É engraçado que possamos surgir num sonho, não nosso mas de outro alguém, e nos reconheçamos num retrato fiel do que nos dá os devidos contornos. É interessante e especial, é de certa forma assustador e confuso. É estranho tal como os nossos contornos... Mas com situações estranhas passo eu muito bem!

Monday, April 26, 2010

Dia de rever o "esquecimento"

Também me "esqueci" de ti... mas como somos complementos aceitas a minha ausência tal como eu a tua... mas decidi voltar a escrever, parece que sim...
"Já naquela altura assim o era, e hoje as coisas permanecem inalteradas. Somos todos constituídos por normas e maneiras de vida e esta sempre foi a minha maneira de estar. Sempre me precavi do ser humano, mantive-me ausente das suas contrapartidas, reflecti mil vezes antes de dar um passo, subi mil degraus para executar uma simples palavra. Dar-me ao mundo nunca foi a verdadeira intenção, pelo menos no sentido onde o físico seria uma representação aparente. Podia definitivamente viver sem pessoas? Não, não seria… mas já naquela altura o sabia, apenas tinha medos, bastantes medos, e protegia-me… O certo é que certas pessoas conseguiam ultrapassar essa protecção e agarrar-me na mão, nas palavras, nos momentos mais simples e torná-los em algo grandioso como uma amizade. Aquele último acontecimento na enfermaria tanto me deixava feliz como preocupado. Aprendera já nessa época que as pessoas podem agarrar-nos numa dada altura mas a efemeridade da vida proporciona até em algumas amizades uma quebra como se de um vai e vem se tratasse, até que um dia pode nunca mais voltar… E eu sempre vivi na tormenta de se puderem tornar numa das lições que a vida me pôde dar, de entre as quais muitas cabeçadas na muralha que sempre nos separou. E eu não queria que mais uma vez isso pudesse acontecer, até porque toda aquela envolvência me pareceu especial, mas não seriam as outras também? Sempre foram, por isso dei-lhes uma oportunidade. Mas não se adequava ao processo atribuir esse convite? Bem, sim… quando uma pessoa consegue ver-nos no silêncio e desmistificar aquilo que somos, em breves traços obviamente, merece algo mais, é certo que a oportunidade é construída por quem até nós chegou, não é um simples olhar, ver e vencer, há lutas, que podem ser árduas, até chegarem até nós. Então eu pergunto a mim mesmo o porquê de lutar tanto para chegarem até nós e depois, simplesmente, se esquecerem que podemos existir no nosso/seu quotidiano. Talvez seja demasiado exigente, ou talvez goste demais das pessoas que ultrapassam uma barreira de medos, se infiltrem numa selva de receios e me tornem num ser humano um pouco mais feliz. Como sempre haveria mais uma oportunidade a ser concedida, naquele momento aquele sorriso moveu o meu mundo e abriu alas para mais um sobrevivente, seria pertinente a voz do dilema, mas da sequela de tantas feridas não me haveria de escapar… Sendo assim, porque não?"
M.M.

Monday, January 11, 2010

Entrevista entre ele e eu!

Quem és? Não sei! Somos membros de um raio de sombra a invadir a luminosidade de uma noite de contornos fechados.

Quem desejas sonhar? Um ser humano, sentado num bloco frio e perdido, uma lanterna alaranjada a reflectir raios de sol, uma nuvem de fumo expelida por si.

Quem o desenha? Uma mão de sabedoria infinita, um coração quente, uma alma fria, uma lágrima no rosto, duas outras a percorrer o chão.

Que sentem? Um deseja uma ardente impulsão no seu estado de calmaria, nessa calmaria procura os seus desejos mais intensos, busca-os numa fugaz algoritmia por todo o ar, por todas as raízes de fumo que se extraem do seu corpo. O outro deseja criação, procura encontrar-se consigo e com a sua razão, deseja um alma sentada no seu ventre, um sonho de uma noite incandescente a chamar pelo seu nome.

Quem és tu? Eu sou ele e ele eu.

O que sentes? Um desejo de rebeldia, de me tornar num mundo sem pensamentos e execuções.

O que queres ser quando fores "grande"? Eu e ele queremos ser revolucionários, pretendemos conquistar almas, convidá-las para o nosso grande palácio e sorrir, brincar, falar... tudo o que as crianças deveriam viver!

Eu questionei-te acerca do que querias ser "grande"... Isso mesmo, quero ter pessoas e sorrir como uma criança, quero liberdade sem medos nem receios, quero pensar apenas no que não me perturba...

Mas isso é impossível para gente grande! Eu sei, como te disse... isto é um sonho! Eu e ele somos um sonho, sobras tu, o mundo real e todos os problemas e questões!

M.M.

Thursday, December 17, 2009

Earthquake Ideas!

Bom, eu estava na dúvida acerca de um possível retorno ao interior mais profundo, acima de tudo não sabia como descer aquela escadaria tão longa, não sabia como lá voltar, que passos seguir e qual seria a minha reacção ao ver um mundo com tantas marcas figurativas. A terra, ao que parece, deu-me um auxílio assustador, agarrou-me na turbulência da sua revolta e conectou-se ao meu subconsciente mais passivo. Ontem parece que a terra tremeu à minha volta, não foi uma simples alegoria, aconteceu de verdade e juro que não estou numa de endoidecer solenemente para pactuar com activistas, o mundo ia-se destruindo em meu redor, os vidros tilintavam desesperos, as portas bramiam insultos dos capitalizados.

O chão tencionava revirar-me a alma e jogou-me no vazio, escadas para quê? Ali estava eu novamente diante de todos aqueles recortes pictográficos (impulsão tenebrosa da magistral aura nostalgia), e comecei a deslumbrar toda uma vida de imagens, letras, pensamentos… alegrias, desventuras, ternuras, tristezas tão doces e amargas no rastreio mais pormenorizado deste temporal de Inverno buscando as suas mais comuns friezas. Eu bem sei que estes dias foram longos, julgo ter vivido aqui bastante tempo, relembro-me da incompreensão em que outrora usufrui como oxigénio para reviver toda e outra vida.

Preto, branco, outro… algo escuro, um pouco mais suave, ameno, calor do mais profundo palpite interno, relembrei-me sempre de ti, nos dias de frio, na coalescência brisa polar que me agasta os maiores recortes temporais, deixa-me pensar, não é preciso palavras mais complicadas para transmitirmos as coisas mais simples da vida. Frio, saudade… Quando as pessoas se retornam numa só alma, o Inverno ganha uma nova vida, a Natureza ruge, supostamente podemos seguir os seus movimentos e sentir algum medo…


(Smoking Ideas... (sorry for the interrumption))


Simples, 3x!


M.M.

Sunday, November 15, 2009

O "meu Mondego"


- Mostra-me o "teu Mondego"...

- Mondego? Não deveria existir apenas um?

- Sim e só existe um, mas estás no teu sonho e podes ter nele todos os rios deste mundo.

- Humm, não deixa de ser pertinente. Mas então qual seria o "meu Mondego"? E porque se chamaria Mondego?

- Porque passaste horas a olhar para ele, as gaivotas e os patos contaram-te imensas histórias sobre ele. Podias querer que no teu sonho a tua realidade desse pelo nome de Mondego!

- Hum Hum, continuas a ter razão. Deixa-me pensar, não será fácil imaginar um mar com nome de rio. Baralha o sentido das coisas, percebes? Águas mortas, águas vivas... suavidade, silêncio transformados em agitação e muita euforia. É certo que as gaivotas continuam lá, mas dos patos nunca ouvi falar!

- És sempre assim tão complicado? É apenas um sonho.

- Poder-se-à ter feito luz...

Tive um sonho esperado, poder-se-à dizer aguardado. A palavra cabe-lhe bem. Tive sonhos que não sonhei, conseguia alcançar tudo com os meus olhos, erguer as mãos e os abraçar como se de ficção se tratasse. Tive até sonhos que nunca cheguei a ter, poderia ter medo de os receber, de desembrulhar a sua mensagem e que esta me consumisse na sua mais sincera loucura. Não sei porquê sonhei... Estava terrivelmente incomodado com a pressão de ser Eu, estava com medo de desmoronar, de me transformar numa simples ruína. Sonhei que cada pedra solta um dia poderia ser um bocadinho de ti e poderíamos falar uma só língua. Sonhei aquilo que aconteceu e aquilo que não aconteceu. Sonhei que estava a fumar um cigarro reconfortante, acalmava-me a alma e desprezava os desperdícios de pensamento, e ouvia o mar, ou seria antes rio? Não sei, mas posso não complicar as coisas, garanto-te que aquele mar era o "meu Mondego".
M.M.

Sunday, November 08, 2009

Lugar para encantos

Costuma-se dizer que é na despedida que tem mais encanto, nunca gostei de despedidas, mas gosto de um adeus sentido e sorridente em que duas pessoas têm a noção que podem estar separadas por algum tempo. Gosto de receber mais alguém na minha "casa". Tenho, efectivamente, mais duas boas almas na minha vida. Do que me lembro essencialmente... o facto de desejar que nunca mais se percam da minha vista. Começo a não ter jeito para expressar aquilo que sente por outras pessoas, em tom simples e intimista a designação de amizade.

Friday, October 30, 2009

For once in My life


For once in my life I have someone who needs me

Someone I've needed so long

For once, unafraid, I can go where life leads me

And somehow I know I'll be strong



For once I can touch what my heart used to dream of

Long before I knew

Someone warm like you

Would make my dreams come true



For once in my life I won't let sorrow hurt me

Not like it hurt me before

For one, I have something I know won't desert me

I'm not alone anymore



For once, I can say, this is mine, you can't take it

As long as I know I have love, I can make it

For once in my life, I have someone who needs me.


Stevie Wonder

Wednesday, October 21, 2009

Irreverências

Está na hora... Das mais diversas facilidades se interporem nas inúteis complexidades. Está na hora de esquecer a dor, de tomar as medidas correctas... está na hora de me dizerem "Olá" de me dizerem "adeus". Este é a temporalidade exacta para aceder aos fortes instintos e rumar a um porto seguro. Esta é a hora!
"Despeço-me com o desejo do nosso sonho não perder cor".* Ainda há boas almas no meu caminho!
A quem me desenha um sorriso, a quem continua a ambicionar a sua partilha...

Thursday, October 15, 2009

Insónias, Constatações, No tabaco!

"[04h35] Estão a demorar demais... (Rabugento.) com a história de ver os minutos a passar. [04:38] Preocupado, Contigo. Nem sei, porquê? Comigo. Talvez opte por uma corrente mais egocêntrica. Ainda se recordam de mim? [04:40] Penso. Talvez ninguém, Mas mesmo ninguém entende isto! Não é para entender.
Um dia idealizei-te, estavas entre o céu e o inferno. Sabia que o risco compensava qualquer estrago que pudesse vir a acontecer. Aconteceu, fiquei confuso, retrocedi na ideia da compensação. Na verdade, doía menos se pudesse sempre caminhar sozinho pelos trilhos de neve do Pacífico... até aí evitava olhar para lá da linha dos céus avermelhadas, a dor remota de um inferno pessoal. Penso que as ideias confessam-se em demasia a mim, chegam-me a baralhar-me com tanto burburinho inoportuno. E depois daquelas etapas complexas do "só sei que nada sei" ainda chego à brilhante conclusão que valeu a pena o risco. Mas não me sai da cabeça, o raio do burburinho que não me deixa adormecer, a ideia do "não seria pertinente que outras pessoas não se acomodassem, afinal de contas não há riscos... isto é um novo mundo e eu pensei que tivessem acomodados e felizes por viverem inseridos no mesmo". [04h58] [05h00]

Tuesday, October 13, 2009

Desabafo, tabaco e religiões antigas

Tenho vindo a questionar seriamente algumas das regras essenciais para o acordo e bem-estar da vida humana e todas as questões religiosas que podem advir de determinados actos. Dizem as religiões, pelo menos aquelas que tenho conhecimento, que a felicidade poderá ser encontrada em todo o ser humano que procurar amizade e amor no seu próximo. Supostamente esse acto deveria promover felicidade e estaríamos todos a distribuir sorrisos pelos cantos do mundo, pois bem, se assim o é tenho uma séria dúvida; Porque é que em certas ocasiões encontramos laços em alguém, nos damos e proclamamos eternidade e no fim de tudo, a conclusão é, nada mais triste do que simples adeus? Que por vezes é silencioso! O que faria a religião quando os laços que cultivámos fossem desatados como se a vida nunca nos tivesse dado uma chance de aprofundar um conhecimento mútuo do "que sou eu e do que és tu".?O que faz a religião que cultiva as regras de felicidade na amizade e amor quando nos deixa num caminho mais solitário? Acho que facilmente chegámos à percepção que a amizade pode ser uma treta! Podemos fazer-nos à vida e seguir menos protocolos, assegurar mais precauções e dizer bem alto que não gostamos de tretas, não gostamos de regras niveladas e acima de tudo gostamos de alguém que preze a amizade! "... e se amanhã já não estiver cá, achas que parti com a segurança de que ainda estavas comigo?"

Tuesday, August 11, 2009

Voo de Regresso

Dir-te-ia, secretamente, que o meu grande segredo não se pretende revelar a ti.

Despedia-me daqui, pela sombra, ao sabor da tristeza que juntei aos meus pensamentos. Apetece-me subtraí-la conjugando-a ao tempo, bloqueá-la e proclamá-la para lá dos terrores que todos invasores indiscretos me proporcionam.

Eu não sei, nem tu, onde permanece a raiz da promessa que estabeleci entre os nossos pensamentos moribundos, profundos… à relatividade daquela promessa, o acordo definido pelo desespero.

Esqueci-me, na verdade mentia a todas aquelas ideias, de todo aquele sonho que vivia em mim. Porém, numa noite, escrevi à eternidade que me devolvesse o poder de sonhar e percebi realmente que não passara de uma negação onde o objectivo era nunca mais amar-te.

Então o Pequeno Mestre voltou…

E acordou atordoado pelo abanar feroz daquele vento que se insurgia sobre a navegação do grande pássaro. Já não temia a natureza, o pássaro gigante apenas se propunha a observar espantado toda a beleza que a altitude lhe proporcionara. De certo modo, estava consciente que esta sua sonolência tinha durado meses de sonhos, promessas e mais promessas num rodar descontrolado do seu globo. Perguntava-se como teria aguentado, o frio do Inverno, as trovoadas de Outono que tanto adorava escutar sentado na sua cadeira de baloiço. Tinha saudades dela e dos cambaleios que a sua vida dava naquele ranger envelhecido da madeira. Pensamento e mais pensamento… Já não era um sonho, sentia o frio a perfurar a sua alma e instalar-se no seu coração.

M.M.